Monday, June 29, 2009

A todos os meus finalistas:


Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive


Ricardo Reis

Da Associação de Pais:

Terminaste esta etapa
e segues tua viagem…
Tudo o que de bom te deram
possas levar na bagagem:
conhecimentos, saber,
saber fazer, saber ser,
hábitos, motivação,
e vontade de aprender…

E se na nova escola
te correr mal algum dia,
pensa no que conseguiste
e ganha nova energia,
em voos sempre mais altos,
em teus sonhos, como ave
e lembra com muito orgulho:
- Andei na Escola da Chave!


Texto de João Alberto Roque


(Elemento da Associação de Pais e antigo aluno da Escola da Chave)

Wednesday, June 17, 2009

Desportílhavo 2009

Chegámos agora mesmo! Cansados, mas contentes.

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A Amizade


A amizade é um sentimento,

Onde não deve haver sofrimento.

Pois a vida deve ser

O mundo a crescer.


Se tens um amigo

Muito querido

Não o deves desanimar,

Mas sentir-lhe o olhar.


A amizade

É ter um amigo,

Pronto a ajudar

Sempre que estou aflito.


Ter um amigo

É ter um irmão.

Sempre pronto a ajudar

Nos momentos de solidão.


Rita


Friday, June 5, 2009

Dia Mundial do Ambiente


Se queremos sorrir
não podemos poluir.

Se queres nadar no mar
não o podes sujar.

A poluição está a crescer,
as árvores estão a morrer.
Nós queremos sobreviver!


Para sobreviver
temos que reciclar,
reutilizar e poupar.

O ambiente temos que salvar!
A Terra é o nosso lar!

Carolina R. e Sara


Flores a respirar


O ambiente temos que cuidar.
Pessoas temos que salvar.
Quando o dia chegar
Vamos tudo restaurar.

Os pássaros a voar
e eu a pensar:
"Quando o momento chegar
irei dançar."

Flores a respirar
e eu a sonhar:
"O que será da minha vida
quando tudo acabar?"

O Sol a adormecer
e a Terra a morrer...
Vamos ajudar
o mundo a crescer!


Constança e Joana

(Fotografia de : http://rapazdofuturo.blogs.sapo.pt/arquivo/orquidea.jpg)

Dia Mundial do Ambiente


O mundo está poluído

e muito pouco florido.
O planeta vamos salvar
para o podermos habitar.

Há animais a morrer
e pessoas a sofrer
porque sem alimento
ninguém pode viver.

No dia do ambiente
vamos fazer o melhor.
Salvar o planeta
para não ficar pior.

Quando melhor ficar
nele poderemos brincar.
Vamos todos festejar
esta festa de encantar.

Inês e Rita


Poluição


A poluição está a crescer
Árvores estão a morrer
.
Isto tem que acabar!

As crianças vão aprender:
Há animais em vias de extinção.
São tão bonitos, como o leão.
Carnívoros, herbívoros, omnívoros,
São todos uma animação.

Se queremos sorrir
Não podemos poluir.
Se queremos nadar
Não podemos sujar.

Se queremos limpar
Temos que reciclar.
Para, sim, o lixo acabar!


Rui, Cláudio e João Gonçalo

Sunday, May 31, 2009

Uma aventura na Barra


Era uma vez um grupo de amigos que foi passar as férias à Barra. Estes amigos chamavam-se: Nuno, Eduardo, Filipa e Gabriela. Quando lá chegaram, montaram as tendas no parque de campismo, foram comer um gelado porque ficaram cheios de calor e decidiram ir dar um passeio. Primeiro, os amigos foram visitar a igreja e depois foram para a praia.
- Está tanto calor! Vamos dar um mergulho? – disse o Nuno.
Puseram as mochilas todas num monte, estenderam as toalhas na areia e foram imediatamente a correr para o mar.
- Ai, esta água está tão gelada! – disse a Filipa, voltando para trás.
- Não está nada! – disseram os amigos, e puxaram-na para a água.
No fim do banho, deitaram-se ao sol, comeram sandes e beberam sumos. Depois, os rapazes jogaram à bola e as meninas jogaram com raquetes.
Nessa tarde, resolveram ir visitar o farol. Quando chegaram lá, tiveram que subir duzentos e setenta e um degraus em pedra, por uma escada de caracol.
- Custa muito subir tantos degraus – queixou-se a Gabriela.
- Mas faz muito bem à saúde – disse o Eduardo.
- Pareces um caracol a subir! – exclamou o Nuno a rir-se.
- Olha que ainda há mais alguns degraus de metal para subir - acrescentou a Filipa.
- Como é que sabes? – perguntou o Nuno.
- Li na internet – respondeu a Filipa.
- Já chegámos, vamos até à varanda – disse a Gabriela.
- Ai que ventania! – protestou o Eduardo.
- Sabem que este farol é o mais alto de Portugal e foi inaugurado em 1893? - informou a Filipa.
- Está claro que sabemos – disse o Eduardo.
- Então qual é a altitude do farol? – perguntou a Filipa.
Reinou um grande silêncio naquela varanda.
- Pois é, não sabem! Tem sessenta e seis metros de altitude – informou novamente a Filipa. - Também sei que o cilindro do farol tem quarenta e quatro metros e meio de altura, que o foco luminoso se situa a sessenta e dois metros de altura e que projecta raios de luz a cerca de sessenta quilómetros de distância.
Todos adoraram ver o mar, a praia, as lojas, as ruas da Barra e as gaivotas a voar.
De repente, a Filipa olhou para o chão e viu um papel dobrado. Apanhou-o e começou a procurar um caixote do lixo. Não viu nenhum, mas entretanto reparou que o papel era estranho: tinha uma forma esquisita e parecia que tinha andado cuidadosamente dobrado nos bolsos de alguém. Decidiu abri-lo.
- Olhem, uma mensagem em código! – exclamou a Filipa espantada.
Juntaram-se logo todos à volta dela.
- O que será que diz aí? – questionou o Eduardo.


Resolveram voltar imediatamente para o parque de campismo. Todos queriam tentar decifrar a mensagem. Quando lá chegaram, sentaram-se no café e começaram a olhar para as letras com muita atenção. Viraram o papel ao contrário, mas continuaram sem perceber o que lá estava escrito.
- Se calhar as letras estão trocadas – disse a Gabriela.
Então, começaram a escrever as letras seguindo diversas ordens, mas não conseguiram descobrir o texto. De repente, o Nuno, que tinha acabado de voltar da casa de banho e se tinha lembrado que as ambulâncias têm o nome escrito ao contrário, exclamou:
- E se experimentássemos ler a mensagem com um espelho?!
A Gabriela pegou imediatamente no seu espelho e viram a seguinte mensagem: “na praia à meia-noite”.
Como o Nuno e o Eduardo já estavam a ficar com fome, resolveram todos ir tomar um duche e preparar o jantar. Enquanto as meninas coziam o esparguete, os rapazes cortaram as salsichas às rodelas e fizeram um molho de tomate. Depois, prepararam uma salada.
Durante o jantar, a Filipa disse para os outros:
- Acham que devemos ir à praia à meia-noite?


- Sim! – responderam os outros entusiasmadíssimos.
- Parece-me que temos que ter muito cuidado. Pode ser perigoso! – exclamou a Gabriela.
No fim de lavarem a louça e de arrumarem tudo começaram a jogar Monopólio para passarem o tempo. Às onze e meia foram até à praia e esconderam-se nas dunas.
Passado algum tempo, a Gabriela olhou para o mar e viu um barco sem luzes a aproximar-se da costa. O Nuno viu três homens vestidos de preto saltarem do barco para a areia molhada. Depois, os homens tiraram algumas caixas do barco e começaram a puxá-las em direcção às dunas. Então, os quatro amigos viram os homens fazer um grande buraco na areia e viram-nos enterrar as caixas com todo o cuidado.
Em seguida, os homens voltaram para o barco e desapareceram.
- Vamos ver o que está dentro das caixas? – disse o Nuno.
- Não temos pás para desenterrar as caixas!
- Isso parece-me perigoso! – disseram as miúdas ao mesmo tempo.
- O melhor é irmos chamar a polícia marítima – disse o Eduardo.
Então, os quatro amigos dirigiram-se para o café mais próximo e pediram ao dono que telefonasse à Polícia.
Quando os polícias chegaram não acreditaram logo na história dos meninos, mas a Filipa mostrou-lhes a mensagem em código e tinha um ar tão ajuizado que eles decidiram ir com os quatro amigos até às dunas.
Já era quase uma da manhã quando finalmente os polícias conseguiram abrir uma caixa.Dentro da caixa havia muitos montinhos de notas de quinhentos euros, todas novinhas em folha.
- Vamos levar estas caixas para o laboratório porque é preciso analisar as notas para sabermos se são verdadeiras ou falsas – disse um dos polícias.
- Vocês não deviam estar na cama? – perguntou outro polícia.
- Nós temos as nossas tendas montadas no parque de campismo – respondeu o Nuno.
- Então querem que os leve para lá?
- Sim, se faz favor – disse a Gabriela.
No dia seguinte, ouviram dizer no noticiário da televisão que a Polícia tinha apanhado os três homens durante a noite e que as notas de quinhentos euros eram falsas. O porta-voz da Polícia também disse que sem a ajuda dos quatro amigos não teria sido possível apanhar os criminosos.
Como recompensa, a Polícia marítima levou os quatro amigos a dar um passeio de lancha até Espinho.
Estas férias na Barra foram as melhores férias de sempre do Eduardo, da Filipa, da Gabriela e do Nuno.

História colectiva - P.A.P.E.

Monday, March 30, 2009

A Fénix e o gato Steve em Marte ?!

Lembro mais uma vez a todos que podem ler livros interessantes em:

http://e-livros.clube-de-leituras.pt/


O farol que anda

Num dia soalheiro fui ao farol da Barra, fui a pé ao farol. Quando o vi ele era gigantesco! Alguém me disse:

­­­­­­­­­­- Este farol é o maior de Portugal, mede sessenta e dois metros de altura e tem sessenta e seis metros de altitude.

- Ainda bem que me disse isso, para eu anotar no meu caderno, porque a minha professora mandou-me escrever mesmo o que disse.

Quando entrei no farol, ele tinha duzentos e setenta e um degraus e mais uma escada metálica com vinte degraus. Aquilo era lindíssimo! Visto de longe parece um farol normal (não muito grande) mas visto de perto é gigantesco. O farol da Barra foi inaugurado no século XIX, em 1893. Foi electrificado no século XX, em 1936.

A certa altura, perto do farol, apareceu-me um monstro gordo, peludo, azul, com bolinhas amarelas, que media três metros e vinte. Eu assustei-me muito, mas fiz o meu super-poder e ele desfez-se em pó azul e amarelo. Aquilo é que foi um susto.

De repente, o farol começou a andar e foi para a Gafanha da Nazaré. Parou mesmo à frente da minha casa. A minha mãe achou muito esquisito o farol da Barra estar à frente da minha casa, mas depois eu contei tudo o que tinha acontecido à minha mãe. Mesmo assim não ficou muito aliviada. Eu olhei para ele, ele piscou-me o olho e eu assustei-me, mas depois saí de casa e fui lá para fora. Ele começou a falar comigo e eu fiz amizade com o farol da Barra. Aquilo é que foi divertido!

- Eu e tu vamos viver grandes aventuras – disse o farol.

- Posso ver o teu foco? Mas não o ponhas com luz.

- Está bem – disse o farol da Barra.

Eu entrei lá dentro e vi o foco. Ele era gigantesco (ainda bem que fui de elevador porque subir duzentos e setenta e um degraus e mais uma escada metálica com vinte degraus, imaginem como era cansativo).

- Muito obrigado, farol da Barra! Por falar nisso, vou-te chamar Grandalhão, está bem?

- Pode ser, eu não me importo – disse o Grandalhão.

- Muito bem, por onde é que vamos começar? É que eu estou ansioso por viver uma aventura.

- Nós vamos começar a explorar a Barra – disse o Grandalhão.

- Posso ir para as tuas costas, se faz favor?

- Claro que podes, anda!

- Vamos começar a investigar ali na praia da Barra, está bem?

- Sim.

- Acho que está ali qualquer coisa – afirmei.

E assim começámos a procurar na praia, depois no café e assim sucessivamente.

- Muito bem, eu estou um pouco cansado, amanhã vivemos outra aventura. Lembra-te: acorda às oito da manhã e eu vou ter contigo de bicicleta.

- Eu não me esqueço. Espera aí, eu vou-te ensinar coisas sobre mim – disse o Grandalhão. – Sabias que eu custei a quantia de cinquenta e um contos aos cofres do Estado e o cilindro tem de altura quarenta e quatro metros e meio?

- Não, não sabia.

- E sabias que a inauguração foi levada a cabo por Bernardino Machado e que sou o mais alto da Península Ibérica?

- Não, também não sabia. Até amanhã.

No dia seguinte, eu levantei-me, tomei o pequeno-almoço, lavei os dentes, preparei a minha mochila de aventura e fui ter com o Grandalhão.

- Olá, Grandalhão, bom dia, como é que estás hoje?

- Eu estou bem, obrigado e já estou preparado para outra aventura. Planeei ir de barco ao Egipto, está bem?

- Sim, sim, eu sempre quis ir ao Egipto explorar as pirâmides e os hieróglifos. Não temos tempo a perder. Anda!

- Já vou, os barcos vêm daqui a cinco minutos.

Nós fomos até aos barcos, e toda a gente se assustou quando viu o Grandalhão andar, ou seja, o farol da Barra.

Quando chegámos ao Egipto, os egípcios pensaram que o Grandalhão era um extraterrestre, mas depois eu contei ao faraó tudo o que se tinha passado, porque eu já conhecia o faraó, e o faraó já me conhecia.

Todos se divertiram a brincar e a explorar.

- Vamos explorar pirâmides – disse o farol da Barra.

- Espera por mim.

- Esperem por nós – disseram os egípcios.

- Estão ali as pirâmides de Gizé, venham.

- Já vamos – disseram o farol e os egípcios.

- Estamos na altura certa.

- Altura certa para quê? – disse o Grandalhão.

- Para explorar as pirâmides de Gize, é claro.

- Muito bem, estão preparados?

- Sim, é claro.

- Não estão com um bocadinho de medo? – disse o farol.

- Eu não, e tu?

- Não, eu não tenho medo de nada nem me assusto.

- Búúúú.

- Ààààà.

- Afinal assustas-te.

- Claro, isso foi de repente.

- Está ali o sarcófago do Quéops. Vamos ver o que é que tem lá dentro.

- Eu não tenho a certeza, pode ser uma armadilha. Não acham?

- Eu não acho.

Nós encontrámos muitas coisas mas nada melhor que a amizade. Depois eu e o Grandalhão fomos para casa descansar da aventura porque aquilo é que foi cansativo.

Eu e o farol da Barra vivemos muitas aventuras a valer!


João Pedro


Friday, March 27, 2009

Era uma vez o Espaço



Se quiserem ver o filme que o Professor José Augusto Matos vos mostrou (Steve the cat lands on Mars), podem vê-lo aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=8RKMU0vskC0
Boas férias! E boas leituras!


O ratinho e o Pai Natal
Era uma vez um rato que tinha uma grande família. A família era feliz, mas ele não. Ele achava que os animais não tinham os mesmos direitos que os seres humanos, como por exemplo ter uma casa em condições ou ter lareira. Mas o que ele mais queria era ter uns chinelos. Eles já estavam quase no Inverno e também no Natal. Então, ele pediu ao Pai Natal uns chinelos.
Quando chegou o Natal, o Pai Natal deu prendas a todos e esqueceu-se de dar os chinelos ao pobre ratinho. Ele ficou muito triste, mas pensou que o Pai Natal podia vir a qualquer momento. Então, esperou o ano inteiro, os meses inteiros: Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro…
Em Dezembro, já estavam quase no outro Natal e o Pai Natal estava quase a chegar. Na noite de Natal, o Pai Natal chegou e ofereceu uns chinelos maravilhosos a toda a família. Aqueles chinelos tinham três funções: davam para voar a trezentos metros de altura, davam para mergulhar até trezentos metros de profundidade e também davam felicidade.
O ratinho gostava muito deles, mas os chinelos sujavam-se facilmente e ele pensou que podia trocá-los. O Pai Natal tinha-lhe dito que os chinelos eram mágicos mas ele não tinha acreditado. O que ele também não sabia era que, se trocasse os chinelos, podia transformar-se num escaravelho.
O Pai Natal já tinha dado algumas voltas ao mundo inteiro quando, por acaso, passou por lá e viu o ratinho a trocar os chinelos numa loja. Disse imediatamente ao ratinho que não os podia trocar, mas reparou também que a família inteira ia trocar os chinelos pela mesma razão. O Pai Natal então achou melhor dar-lhes uns chinelos que nunca se sujassem. Tinha chegado outra vez a tempo! E a história acaba aqui.

Rui